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ADOLECENTE A minha alma advinhando a dor  que o teu peito quer guardar chora, por hora porque a minha experiência incomoda o caminho que sua inocência quer trilhar e o gigante supondo que seu mundo casulo é que ficou pequeno apara suas asas, encurva suas costas, e se refugia embaixo da sua touca, fecha os olhos, tapa os ouvidos e morde sua boca, mas isto também vai passar porque aprendi a ler em teus olhos o que eu bem poderia ter sido se tivesse acreditado mais se tivesse decidido...
Categoria: Outras palavras
Escrito por MIM às 22h03
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Aqui Sempre digo não ao futuro fico fazendo onda de parar olhar os detalhes, espessas tardes de olho longínquo, porre de absinto, saída de labirinto, repetindo, repetindo no espelho este dia infindo...
Escrito por MIM às 23h10
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Sem Mágoas
Estreito relações com brigas e confusões, tenho amizade sincera na boca nervosa impera ofensas e palavrões vai saindo como um trem muito barulho e desdém cuspo na cara, grito alto desço o morro, tiro o salto esfaqueio decidido o sujeito ofendido, mas logo faço as pazes sou coração derretido olho o bobo sentido puxo o corpo estendido e jogo pelo barranco... coitado do meu amigo... mas pelo menos, fui franco...
Escrito por MIM às 22h07
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Aceitação Não se impressione com minha geleira, volta e meia sou areia e sal, salto muros descolada mas tenho a sola pregada em toda pegada do chão, Não se espante com meu grito, brigo , não admito! engulo o silêncio enrustido com esta migalha de pão...
Escrito por MIM às 22h00
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Das luxo e das injustiças
- Com tanto trombadinha, por aí, tanto bandido..., a polícia, agora, resolve ir atrás de uma empresária? A culpa é deste governo, que estimula esta gente! Eles querem que paguemos impostos para sustentar este povo vagabundo! Não tem que pagar imposto mesmo, pra que? É cesta disto, auxílio daquilo, e nós que pagamos os impostos, que somos gente de bem, temos que passar por isso! Isto quando não vai para o bolso dos corruptos...! Só falta fecharem a loja, e onde vou comprar o meu rolex, vou ter que ir pra Europa ou pros Estados Unidos de novo? Os tempos estão ossudos, não dá pra ir duas vezes pra Europa no mesmo ano! Com esta crise mundial?! E o governo dizendo que a crise era uma “marolinha”! Eles querem é desviar as atenções do povo burro, que não vê, que o monstro da crise está aí. Logo vão começar a dizer que a culpa é do sistema econômico, coisa destes ecologistas, que culpam sempre o capitalismo pela poluição do planeta, poluição é coisa desta gente ignorante, que joga lixo na rua, depois vai tudo pro esgoto e ficamos parados longas horas dentro de nosso carro, por causa das enchentes, gastando combustível com o ar-condicionado, isto gasta muito combustível, você sabe, não é? Você viu como está riscada a corrente do meu relógio...é de ouro, claro, mas comprei o ano passado... lembra? Você já imaginou para quanto vão os preços se eles tiverem que pagar todos os impostos? Vai ficar tudo pela hora da morte! Se eu tiver que recolher todos os impostos que cobram, o governo vai falir minha empresa! Com esta crise tive que mandar embora uma turma desocupada lá do escritório, sempre digo, funcionário é assim, se deixar fica no sossego! Mandei uns trinta, quem ficou, faz tudo e mais um pouco, falei pra gerente de RH, quando perceberem que estão ameaçados, eles começam a se mexer... Dito e feito! Uma mulher que cria emprego, que produz...! Esta polícia não tem mesmo o que fazer! Ah! Se fosse gente do MST, aposto que não ia dar nada! Por acaso o MST paga imposto? Eles têm tudo de graça e ficam reclamando! Agora, quem quer trabalhar, ganha isto! Espera um pouco...! - Luzia, põe as sacolas na suíte, dentro do closet, depois manda o motorista lavar o carro! - ! ... está tudo errado, mesmo!Está bem, meu amor, tenho que desligar, te vejo mais tarde
Escrito por MIM às 22h05
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Esta santa rotina
Entra no ônibus como toda semana, é da escada que avista o velho rosto conhecido. Solta um sonoro “E aí?”, se posta nas costas do motorista onde pode alcançar sua prosa casual,ao lado no primeiro banco uma mulher lhe sorri, ele a cumprimenta sem muita cerimônia com um “oi, tudo bom?”. e solta “acho que vai chover, de novo!”, o motorista lhe responde com a cabeça e abre seu sorriso usual, “será que vai ficar teimosa até amanhã ou é só uma chuva rápida, daquelas fortes?” Fevereiro quente e abafado, o asfalto chega a zunir de calor, “sei não” responde o negrão bonito, se apoiando nos ferros com mais força, por conta de uma freada brusca. O ônibus está semi-cheio, somente poucas pessoas em pé, isto dá espaço para a conversa. O trânsito está emperrado, carros e ônibus, quase que estacionados ao longo da avenida, o ônibus se põe na transversal da Avenida Guaicurus, bagunçando mais um pouco a fila de carros e inúmeros ônibus, ninguém se mexe. Final de tarde, quase seis horas. Dentro do ônibus as pessoas estão em seus mundos particulares, mas aos poucos, vão se interessando pelo diálogo que se iniciara sem pretensões, até que o negão soltou essa: “... Vou ao Mercadão da Lapa comprar cinco quilos de sardinha” - Nossa! Mas que você vai fazer com cinco quilos de sardinha, meu? - Pois, é! Hoje é quinta-feira, né meu veio? Eu trabalho muito! Cê sabe. Trabalho numa firma e acordo as cinco da matina, mas ninguém é de ferro, meu chapa! Quinta-feira é dia de pagode lá no meu terreno. Eu moro numa casinha simples, pequena, mas meu terreno é grande, tem uns 300 metros quadrados. Então, toda quinta, meus amigos se reúnem lá em casa. Eu chego, tempero a sardinha, a nega empana as bichinhas, o pessoal leva umas “brejas”, eu libero a cachaça e a pimenta, e o pagode rola solto até uma da manhã, só não pode passar, porque cê sabe, né, eu pego o batente logo cedo... - Olha que bacana! E porque cê não faz na sexta-feira então? - Ahh! Sexta-feira eu volto no mercadão pra buscar a calabreza... A nega corta ela toda bem fininha, enche de cebola, frita bem fritinha, a gente mistura uma pimenta, compro uma cachaça, os amigos levam a cerveja e pronto! O pagode tá formado! É pagode e calabreza até o dia amanhecer... - Ah! É? E no sábado? - Ahhhh! No sábado a coisa começa mais cedo! Compro a carne de porco, as mais baratas, assim simples, mesmo! Orelha de porco, rabo, pé,... a nega levanta e já coloca tudo no fogão, o feijão..., vai quilo de feijão prá danar! Faz uma couve bem fininha, faz uma farofinha, um arroz branquinho, uma pimentinha e pronto! O povo come bem lá em casa, viu? A caipirinha é por conta do Uilian, o cara é bom nisso, rola o pagode o dia inteiro, num tem prá ninguém, é nóis na comemoração da semana! - E o domingo? Vai dizê que tem pagode também? - Domingão não, né? A gente acorda mais tarde, fica na cama, faz um chamego, namora um pouco, almoça o que sobrá da feijoada, se num sobrá a nega faz um almocinho com o que tiver na geladeira. Ás vezes a gente compra um frango e ela faz um macarrão, a gente come ali na cama mesmo,...domingão num faço nada! Qué dizê, num faço nada se não tem jogo do timão, jogo do Curintia é batata! Tõ eu e a nega no estádio, esguelando até não ter ,ais voz... Se não tem fico na preguiça, assistindo TV com a nega,...abraçado, prá me preparar pra segundona brava! - Mais que vida boa em meu chapa? E tua mulher num chia não? Ele faz uma cara boa, abre seu sorrisão de tecla de piano, “eita dente bunito”, ia dizer sua nega se tivesse visto esta cena.... - A nega é minha companheira, gosto dela pra diabo, a gente ta junto a um tempão! Ela gosta do pagode, e já falei pra ela, ela vem com essa história de querê pegá barriga, já disse! Se pegá barriga, eu ponho o pé no mundo! Meu negócio num é esse não! Nada disso de criança, fralda, mamadeira, eu gosto é de festa, sô boêmio, minha vida num cabe choro de bebê! A senhora que até agora só escutava, resolve entrar na prosa, “ E a Rosália, vai bem?” - Num tá muito não! O trânsito começa a andar a conversa se embaralha um pouco com o ronco do ônibus que acelera, em pouco tempo já chegariam ao terminal da Lapa. O motorista se concentra nos passageiros que descem no último ponto antes do ponto final, a conversa se volta pra mulher que ouve atenta com um sorrisinho no canto da boca, todos que estão no ônibus se voltam para esta outra conversa: - ...ela ta na casa do pai, ah!... mandei ela prá lá, sabe? Essa nega não se emenda não! O que ela gosta mesmo é de apanhar... A nega me azucrina, azucrina até eu dar uns petelecos nela, depois que toma uns sopapos, aí fica quietinha! Chora, arruma seus trapos e foge pra casa do pai... Desta vez falei pra ela: “- vai logo, que eu num quero ficar ouvindo chororô... Me pirraçou até eu descer o braço na cara dela! A mulher escorrega seu risinho e abre a boca sem perceber... O Negão não se abala, continua com seu discurso, que mais parecia para ele mesmo, que pra platéia que o ouvia atentamente... Num sabe? Me fez uma proprosta! Me perguntou se não era melhor ela ir morar com o pai, porque a gente brigava muito, me disse que ela ficaria lá e vinha de vez em quando pra me visitar, aí eu fiquei louco! Qué que é? Eu sou ciumento! Mulher minha não é pra me visitá, não! Mulher minha fica comigo, cama, mesa e banho! Tenho ciúme até de pai, que história é esta? Ela anda me ligando... Liga no celular e me pede pra eu ir buscá ela, vô não! Foi com as perna dela, que volte com as mema...num é? Sô louco de enfrentá o pai dela? Num sô...Num vô... Mas hoje é dia de pagode,...ela ficou a semana toda no pai, mas hoje,...acho que ela deve já ta lá em casa me esperando! Já tô até vendo, eu chegando em casa, já sentindo o cheirinho do arroz, o cheirinho dela, o cheirinho da casa limpa, por que cê sabe, né? Quando ela num tá, minha casa fica feito um chiqueiro! Mas hoje...ela já deve tá toda cheirosa, pronta pra começar o pagode, quer ver? O ônibus dá a freada final no terminal, o negão dá um tapinha nas costas do motorista, “valeu motora!”, dá um tchau breve para a mulher que já se levanta sacudindo a cabeça em negativa, recuperando seu sorrisinho de canto de boca. Ele passa a roleta, acompanha a fila que se forma pra descer, sai gingando em direção ao mercadão e se perde na massa de transeuntes
Escrito por MIM às 21h19
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Escrito por MIM às 23h23
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FLAP 2008 - Viva la Conexión
FLAP! 2.0 08 Zona Franca - Viva La Conexión!
www.flap2008.worpress.com
De 1º a 8 de agosto | São Paulo, gratuito
Zona Franca nos remete à idéia da troca comercial entre nações e delimita um território onde há o estímulo à circulação do capital financeiro. A proposta da FLAP! 2008 é adulterar esse conceito, transplantando-o para contexto cultural. A exemplo do Festival Tordesilhas, que em 2007 propôs um amplo debate de autores ibero-americanos, a FLAP! alarga suas fronteiras, convidando para sua quarta edição mais de 20 escritores latino-americanos.
O programa traz uma semana inteira de eventos, com trocas de experiências entre diferentes gerações, saberes e lugares. Da zona leste a oeste, passando pelo sul e sem abandonar o centro, a FLAP! acontecerá em centros culturais diversos, estimulando o contato entre autores, produtores culturais, acadêmicos, estudantes e interessados em geral. Como essencial ao espírito do evento, permanecem a informalidade, os debates apaixonados e a ampla participação do público.
O portuñol será idioma oficial do evento, que por oito dias agregará uma comunidade cujo principal traço é o interesse pela literatura contemporânea e a sua relação com as outras artes. No melhor espírito 2.0 08 e com tecnologias simples, nada além de um blogue e uma webcam, os organizadores transmitem, ao vivo e com chat, discussões sobre o evento e leitura de poemas (via www.ustream.tv). Outra inovação é evidenciar a rede de blogues amigos, o uso do twitter e contar detalhes de "como se organiza o evento" nas postagens. Os convidados latinos também poderão escrever diretamente no blogue oficial do evento. Y viva la conexión!
Blogue: www.flap2008.wordpress.com
Programa: http://flap2008.wordpress.com/programacao-sp
Contato: contato.vacamarela@gmail.com
Escrito por MIM às 14h56
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O sopro...
Um sopro passou por aqui, morno, molhado e verde... Agora madame sussurra ao ouvido de Morgana.
Venha conhecer:
http://www.soprodamorgana.blogspot.com
Novas bruxarias...
Escrito por MIM às 17h20
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POLOS
Pouco importa a chuva que destaca círculos em nossas roupas, se raios de sol vitalizam escaninhos de nossos corações, pouco importa, não há porões, a obscuridade em nossa retina foge aos olhos de lobo que cintilam em árduo desejo objetivo, de fogo destinado a descorticar nossos medos,
E o quanto eu fugi deste dia, abscôndita em fantasias, criando mundos paralelos, em planetas distantes frios, fios pra me segurar, pedaços de armaduras, filtro solar, e foi assim em tarde distraída, afrouxei minha guarida, invadida de sua incontinente alegria, não forçou a porta, não derrubou trincheiras, somente surgiu, se materializou, e pouco importa o que havia fazendo, tudo está fora de lugar e só cabe um sentimento, um desejo de sofrer sem fim...Mas pouco me importa... Não há mais porta e agora você já pode entrar...
Escrito por MIM às 12h32
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TROMBOEMBOLIA
Um pequeno ponto de si desprendeu-se em alucinada carreira por entre seus interiores; pouco se sabia de seu paradeiro, viajou sob estreito caminho tortuoso, borbulhou seus líquidos, escapou às paredes e estancou o fluxo perto do coração, não porque faltasse-lhe emoção, seu excesso é que lhe roubou o ar, lhe roubou pedaços vitais, emoções em demasia, sentimentos colados em opressiva friagem deste mundo vil...
Hoje exercita seus ares, desentope caminhos e rareia sua lava quente e densa, sob doses diárias e únicas de pequenos comprimidos de realidade...
Também passou a apreciar pássaros, contar cometas, apreciar o instante dentro do instante, aquele que passa mais lento e que é mais intenso, presta mais atenção na luz do dia e na paz da noite e faz longas, longas caminhadas por um bairro, até hoje, estranho a si...
Escrito por MIM às 14h34
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A Galeria
O Grito - Munch 1863-1944
" ... Meu olho passa por tinta face, tinta à óleo de risco fácil, gritaria de cores nos corredores, estampado em pano, esticado sentimento impresso, expressionismo de meus sentidos que embaçam os óleos e meus olhos escorrem e passam para outro sentido..."
Para o professor Tom Netto - História da Arte
Escrito por MIM às 12h33
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Cabelos
Primeiro foram seus cabelos que procuraram o fundo, buscando raízes de mato, entrelaçando a folhagem, enraigando cada vez mais, abaixo da tenra terra molhada... Depois suas carnes. Escorrendo a maquiagem, escorregadia membrana acercando seu nariz ao seu ouvido, ouvindo micros-tumultos em ecos borbulhantes de dentro pra fora, escarificando o rosto, pelos buracos, que se abrem, em trincadas células, ressecadas rugas, misturados tecidos, roupas e peles, escarnando a estetizante máscara da dor. A chuva, o sol e a garoa fincam marcas na garota, embaralhando figuras, desfigurando unhas, bordejando insetos, aguçando vermes, atraindo animais que arrancam pontas, que rasgam vísceras e descarnam entranhas. Cheiros iniciaram no segundo dia, primeiro insuportavelmente úmido, depois mais seco e áspero, esvaziando sua emanação em dias de isolada deterioração. Um dia a vida lhe desenhara belo corpo, arredondadas carnes em belo quadril, fina cintura, em movimentos de cinto sincopados, em que cavalgava, não andava. Potranca de bela crina, incríveis dentes, cavalgava pelas ruas, em largos passos, esguias pernas, saltos altos, curtíssimas saias, e pertencia a todos, exclusivamente a todos, em lascivos olhares e convites e deslizes pelos carros e hotéis de quinta, esquinas escuras, becos vazios e bocas sempre cheias, de dedos, línguas, pêlos, peles e músculos... O sorriso, agora escaveirado, não se esconde por grossos lábios. Sorriso vazio, carneado, duro em pose de flash de xis, sorriso de giz, sem queixo, sem queixa, sem sorriso de gueixa e deixa, e me deixa, que não me mate agora e, suplico ir-me embora , que sou só uma menina, me nina, me nina que o quente deste sangue que esvazia, que me enche a mente, está resfriando aceleradamente, escorrendo em meu peito, enchendo meu leito verde, elevando minh´alma, esticando minha palma, que já não preciso gladiar contra isso e me entrego ao seu mesmo futuro destino... Em vala incomum..
(... Publicado na revista lasanha...)
Escrito por MIM às 11h14
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Aquecimento
Agora que está chegando a hora do fim-do-mundo, em que a água e o sol serão demais, que afoga, um pouco, esse fogo de sim nunca mais... brincamos de Nostradamus prevendo um futuro pequeno... bem pequeno... como um lapso, uma fagulha de vida, que não vinga após os novos tempos... o que deixaremos pra trás? Em que nave fugiremos, em que planeta teremos uma casinha na colina? E você, meu amigo, só você poderá criar sua indústria, pois ela não afeta a camada de ozônio, porque poemas não criam poluição e o nosso céu será sempre azul, seu azul profundo...
(... ao amigo arruda)
Escrito por MIM às 11h10
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Samba triste
Esta folia que expele por poro veneno nacional,
Escorre por seu corpo o mau voto,
Escarra na cara do povo e esconde atrás de máscara
A vergonha, o desprezo, a falta do emprego,
Dispara a bala perdida, arrasta a infância prendida
No sinto de insegurança,
Por treze quarteirões.
Vai, sente a pena de sua fantasia!
Coça a sua narina, caçoa desta latrina,
Agita a avenida sangrando
Por treze quarteirões.
O Brasil desfila a guerrilha urbana,
A política tripudia a miséria insana,
desmazela a coisa séria,
Faz tudo virar circo e espera...
Vai, faz-de-conta que me importo!
Importo tecnologia, exporto sua alegria,
Roubo sua riqueza, troco por bugiganga,
Esconde a tristeza que pinga, debaixo da tanga
Enquanto samba
Nesta quarta-cinza...
Escrito por MIM às 20h23
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